sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mensagem - O Doce Aroma do Evangelho

Texto base: Gálatas 4.1-7




Caros leitores, o tema que trago para ser exposto neste momento, nós encontramos nas Sagradas Escrituras, na carta do apóstolo Paulo aos gálatas, onde Paulo afirma que: “Nos tornamos Filhos de Deus e seus Herdeiros através do sacrifício de Cristo”. Paulo escreve na carta aos gálatas capitulo quatro versículos um a sete onde lemos:
V1-Digo, pois, que, durante o tempo em que o herdeiro é menor, em nada difere de escravo, posto que é ele senhor de tudo.
V2-Mas está sob tutores e curadores até ao tempo predeterminado pelo pai.
V3-Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo.
V4-Vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.
V5-Para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
V6-E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!
V7-De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus.

Quando comecei a preparar esta mensagem li e reli o texto bíblico varias vezes procurando entender o que ele dizia para mim em primeiro lugar, depois de algum tempo percebi que, o que eu realmente procurava era algo diferente, ou algo novo ainda não dito, para dizer a vocês agora, neste momento. Custei bastante, e percebi o algo diferente, novo, que procurava, mas não no texto, porém em mim.          
Mas a flor? Por que a flor? Quero usar uma flor como exemplo de algo que acontece comigo, e acredito que com vocês também. As flores são uma das criações mais belas de Deus, Jesus Cristo disse aos seus discípulos que nem mesmo o Rei Salomão se vestiu com tanta beleza quanto os lírios do campo.  Eu, quase que diariamente passo ao lado de flores, no seminário, em praças ou na rua. Em frente a minha casa há flores. Porém, não costumo parar para admirá-las, sentir seu perfume, colhê-las e dá-las para alguém. Simplesmente passo rapidamente ao lado e sigo meu caminho. Uso o exemplo das flores para dizer que da mesma forma passo por muitos textos bíblicos, principalmente aqueles mais conhecidos, e não paro para me deixar levar pelo seu “aroma”, sua essência.  
Voltando as palavras de Paulo, posso dizer que não há nada mais encoberto, está tudo ali bem claro, descoberto, nada novo, mas simplesmente sublime, esplendoroso, magnífico.    
O apóstolo Paulo, em uma época de muitas dúvidas, vendo-se em uma grande aflição escreve aos gálatas, pois havia falsos profetas que pregavam um evangelho um pouco diferente daquele que o apóstolo Paulo pregava. Estes falsos profetas diziam ao povo que poderiam crer no Evangelho de Cristo, mas não deveriam abandonar as leis judaicas, sendo que estas, ainda eram necessárias para a salvação. Aqueles homens, os profetas, não deixavam os gálatas perceberem e viverem toda a sublimidade e o esplendor do presente que estavam recebendo de Deus através de Cristo.
Então nos versículos quatro e cinco, o apóstolo Paulo revela mais uma vez aos gálatas, e também a nós hoje, a magnifica obra de Deus, que enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, ou seja, toda a humanidade perdida e condenada. Pois o homem por si próprio não consegue cumprir a lei e redimir-se diante de Deus. Então, Deus através de Cristo o faz, se torna humano com um corpo de carne e sangue, um corpo mortal, que sentiu dores e angustias, não andou entre flores em seu ministério terreno, porém entre espinhos, sofrendo em sua própria carne, injustamente, a dor do espinho maior, o nosso pecado, morrendo, para que nós não sofrêssemos as consequências deste.
 No versículo seguinte Paulo afirma:E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!” Estas mesmas palavras foram usadas por Jesus Cristo quando orou no Getsêmani mostrando uma relação intima com Deus. Esta expressão, segundo Paulo, testifica a nosso favor mostrando que Cristo é verdadeiramente filho de Deus e que pela presença de seu Espírito, para o qual, tudo é possível, nos mostra a natureza divina de Cristo, um Cristo ressurreto, onipotente, eterno, infinito. Espírito que também nos fortalece, que nos revigora, que nos permite mesmo estando entre dificuldades, estarmos em paz e confiantes. Espírito que nos mostra não um Pai impiedoso, mas sim um Pai amoroso, reconciliador.
Lutero em seu Catecismo Menor, na introdução do Pai Nosso nos deixa um “lírio”, ele afirma: “Deus quer atrair-nos carinhosamente com estas palavras, para crermos que ele é nosso verdadeiro Pai e nós, os seus verdadeiros filhos, para que lhe roguemos sem temor, com toda a confiança, como filhos amados do querido pai”.

E no verso sete, encontramos ao qual me referi no princípio desta reflexão, a sublimidade do amor inexplicável de um Pai amoroso. A boa nova que os gálatas não estavam compreendendo, e que nós, muitas vezes, mesmo compreendendo, não paramos tempo suficiente para nos deixar levar pela mensagem da graça em sua plenitude. Não paramos para sentir seu “aroma”, não nos deixamos levar pela sua “doçura”, o doce sabor da graça de Deus. Deus enviou seu Filho assumindo a forma de verdadeiro homem, cumpriu a Lei em lugar de toda a humanidade, e sendo verdadeiro Deus, venceu a morte e o poder do diabo, nos convidando para fazer parte das venturas celestiais.
A proposito, você tem dado flores a alguém ultimamente? Para sua esposa? Sua namorada? Sua mãe?
 Que o nosso Senhor permita que continuemos a ver flores, que sejamos sensíveis e gentis, às colhendo e às dando como forma de carinho e afeto, e que sejamos sempre de novo seduzidos, envolvidos, tragados pelo aroma inconfundível da mensagem da Boa Nova que nós é oferecida por Cristo de forma a exalarmos a essência da mensagem da graça em favor de outros afirmando juntos com o apostolo, nas palavras do versículo sete. “De sorte que já não somos escravos, porém filhos; e, sendo filhos, também herdeiros por Deus”.

Que este Cristo esteja presente em nossas vidas hoje e sempre. Amém!




Daison Mülling Neutzling
Teologando da ULBRA e do Seminário Concórdia

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

1º Retiro da JELPE

No dia 31 de janeiro, 53 jovens da Paróquia Emanuel (incluindo o pastor com sua família) estiveram reunidos no Camping Recanto do Laser (4º distrito de Canguçu) para o 1º Retiro da JELPE. Alguns chegaram no local do retiro com a caravana da JELPE, outros de condução própria, mas de uma forma ou de outra estavam todos reunidos para um dia de muita diversão na companhia de maravilhosos amigos.

O evento começou oficialmente pela manhã com um culto campal. Foi lindo ver todos aqueles jovens reunidos debaixo das árvores, sentados em cadeiras de praia e pedras, para um momento de culto a Deus. O restante do dia foi de programação livre. Pequenos grupos se espalharam debaixo das árvores preparando churrasco e cachorro-quente. Pequenos grupos mais corajosos enfrentaram a água fria enquanto outros aproveitavam a quadra num joguinho de futebol. Uns passearam pela água, outros pelas trilhas da mata próxima, aproveitando a beleza natural do local e papeando com os amigos.

Exceto os retiros das próprias uniões juvenis, um evento com essa configuração foi praticamente inédito para a maioria dos jovens, um dia para aproveitar na companhia dos irmãos na fé, fortalecendo amizades e aproximando os jovens de nossa paróquia. Apesar de o dia não ter sido o mais favorável para as brincadeiras aquáticas, todos puderam aproveitar e se divertir no primeiro retiro que com certeza será repetido e melhorado (a partir da experiência adquirida na organização deste) nos próximos anos.

Você confere o álbum completo de fotos do evento na nossa página no Facebook ou clicando aqui!

Esse conteúdo apareceu pela primeira vez no Blog da JELPE

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Primeiras novidades para 2015!

Olá, galera!

No dia 28 de dezembro, a diretoria do DICANPI teve mais uma reunião regular. E pra começar bem o ano, vamos a algumas novidades pra começar bem o ano e para que você possa ir programando a sua agenda:

O planejamento principal do momento é o nosso XLIII Congresso Distrital do DICANPI que será nos dias 21 e 22 de março em Capão Bonito. O tema será baseado na temática deste ano da IELB; "Na vida a partir da Graça de Deus", sob o versículo lema: "Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do SENHOR" (Salmo 118.17).

Nesse congresso será eleita a nova diretoria do DICANPI gestão 2015/16. A ficha para indicação da nova diretoria já foi enviada às uniões juvenis e está com os pastores. Caso alguém não tenha recebido, procure com seu pastor ou baixe a ficha clicando aqui. A ficha precisa ser entregue através dos pastores até o dia 15 de fevereiro.

Confira na sequência o calendário de atividades do DICANPI para 2015:

21 e 22 de março - XLIII Congresso Distrital - Capão Bonito
7 de junho - V Domingo da JELB (à cargo do LORENPEL)
2 de agosto - XLIII Olimpíada Cultural - Herval
28 e 29 de novembro - XLIII Olimpíada Esportiva - Piratini

Por hora é isso. Dúvidas podem ser sanadas através do nosso Facebook, e-mail ou nos comentários aqui do Blog que estaremos respondendo!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Mensagem - Maldição Vicária

Leia em sua Bíblia: Gálatas 3.1-14

Alguns dias atrás, eu estive adoecido, e o laudo médico era de que fui contaminado por uma virose, um vírus, o qual interferiu diretamente na minha vida, me deixando limitado e “exigindo” cuidados especiais para a recuperação, pois somente dessa forma eu poderia aguardar a melhora.
O apóstolo Paulo percebeu que havia uma influência negativa interferindo no ensino que ele dera às igrejas da Galácia, tinha algo sendo infiltrado, como que um “vírus”. Então ele adverte os Gálatas, perguntado: “Quem vos enfeitiçou/fascinou?” (v.1) Esse fascinar é no sentido de que alguém distorceu a visão deles, daquilo que eles haviam aprendido com o apóstolo desde a sua conversão. E o apóstolo deixa claro que sua exposição sobre o Evangelho foi tão completa que “por assim dizer vocês (Gálatas) viram Jesus na cruz”. Aqui há outro evangelho, que na verdade é lei, sendo pregado entre eles e que coloca a circuncisão como um critério para a salvação. Se é que podemos dizer assim: o “vírus da salvação por obras” está infiltrado aqui. Limitando e exigindo algo, alegando que somente dessa forma poderiam desfrutar da salvação.
Então Paulo questiona novamente os Gálatas: “Recebestes o Espírito pelas Obras da Lei ou pela pregação da fé?”(v.2) Paulo quer saber através de qual meio eles haviam recebido o Espírito Santo. Paulo sabia qual era, mas estava os questionando, já que só pode provir de um, e não dos dois meios. Pois a fé, que é o dom exclusivo do Espírito Santo de Deus, vem quando a fé dá sua resposta à pregação do Evangelho, e não por fazer o que a Lei manda. Pois a pregação da fé aqui é a pregação do Evangelho de Cristo. E é por meio dessa pregação que o Espírito de Deus age e opera a fé. E Paulo complementa: “é o caso de Abraão, que creu em Deus, e isto lhe foi imputado, levado em conta para justiça”.
Mas, afinal, o que é e o que significa ser levado em conta de justiça, ser um justo? É quando “recebemos remissão do pecado e nos tornamos justos diante de Deus pela graça, por causa de Cristo, mediante a fé, quando cremos que Cristo padeceu por nós e que, por sua causa, os pecados nos são perdoados e nos são dadas justiça e vida eterna.”[1]. Bom, Abraão tornou-se justo perante Deus apenas por meio da fé em Cristo Jesus, por causa disso Deus o aceitou. Não por seus próprios méritos, mas por causa da obra de Cristo. Por isso, os descendentes de Abraão são aqueles que têm fé. E todos que creem também serão justos, assim como Abraão. Portanto, concluímos que não é possível buscar a salvação por conta própria cumprindo a Lei de Deus, que nesse caso era a circuncisão. E se aplica a nós hoje, quando achamos que por fazer alguma coisa
considerada “boa”, estamos agradando a Deus e garantindo um lugar no céu com as nossas próprias capacidades.
Sabendo que não podemos conquistar méritos para com Deus, o texto nos mostra o que é mais fascinante e consolador: não precisamos fazer nada para ser salvos. Cristo já fez tudo. Cristo nos resgatou da maldição da Lei fazendo-se maldição em nosso lugar, uma maldição vicária, “em lugar de nós”, pois está escrito em Dt 21.23: “Maldito todo aquele que for pendurado em madeiro”. Cristo fez isso para que a bênção de Deus alcance a todos os povos, para que todos sejam descendentes de Abraão através do Espírito Santo.
“Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura” (Gl 6.15); “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém!” (Gl 6.18).

Lucas Filipe Agliardi Becker
Teologando da ULBRA e do Seminário Concórdia




[1] Livro de Concórdia. (2006). São Leopoldo/Canoas: Co-Editoras - IV Artigo da Confissão de Augsburgo – Pg. 30

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

XLII Olimpíada Esportiva do DICANPI


E assim, nos dias 29 e 30 de novembro, tivemos mais uma Olimpíada Esportiva!

A Olimpíada desse ano aconteceu na C.E.L. Redentor da Solidez. Estiveram presentes 191 jovens (conforme número de inscrições) das seguintes juventudes: Herval (7 jovens),  Três Pontes (3), Capão Bonito (12), Solidez (26), JELSP (11), Potreiro Grande (19), Paz do Iguatemi (14), Pantanoso (19), Manoel do Rego (7), Florida I (12), JULUCA (18), Estância da Fgueira (10), Florida III (7), Piratini (17), Lagoa dos Pereira (5) e Passo do Valadão (4).

A Olimpíada teve início na manhã de sábado com devocional a cargo das meninas do departamento de cultura do DICANPI, a Priscila Wille e a Nara Soares, com o tema "Vitórias e Derrotas". Além disso, nesse momento a presidente deu as instruções iniciais e foi feita a chamada, que contou com a presença de 135 jovens. Na sequência tiveram início os jogos.

Na noite de sábado tivemos o culto e após uma programação especial com a diretoria do DICANPI apresentando a peça teatral "O Caso da Melancia". Após teve a Noite do Improviso, onde as uniões juvenis recebiam dois objetos aos quais acresceriam o que tinham a mão para montar um personagem na hora. O melhores foram eleitos através dos aplausos do público, ficando o 1º lugar com a JULUCON (Três Pontes) que montaram um personagem encarnado pelo Samuel Reichow e o 2º lugar com a JELSP (Canguçu Velho) que elaboraram um personagem encarnado pelo Douglas Schwartz. Ainda seguiu momento livre até as 23h30 e todos retornaram as casas dos membros pois no dia seguinte prosseguia a Olimpíada!

O restante do tempo foi ocupado pelos jogos. Segue a lista dos vencedores:

Xadrez:
Masculino:
1º lugar: Tiago Ramm - Pantanoso
2º lugar: Nairton Iwen - JELSP (Canguçu Velho)
Feminino:
1º lugar: Paula Daiana Albrecht - JELSP (Canguçu Velho)
2º lugar: Andrieli - Pantanoso

Moinho:
Masculino:
1º lugar: Samuel Nornberg - JULUSOL (Solidez)
2º lugar: Diego Voss Nrnberg - Lagoa dos Pereiras
Feminino:
1º lugar: Andriele Grutzmann - JULUSP (Capão Bonito)
2º lugar: Tarine Kruschardt - JULUSOL (Solidez)

Damas:
Masculino:
1º lugar: Dener Plamer - Piratini
2º lugar: Willian Grutzmann - JULUSP (Capão Bonito)
Feminino:
1º lugar: Catia Nornberg - JULUSOL (Solidez)
2º lugar: Andriele Grutzmann - JULUSP (Capão Bonito)

Ping Pong:
Masculino:
1º lugar: JULUCA (Canguçu)
2º lugar: JULUMAR (Manoel do Rego)
Feminino:
1º lugar: JULUCA (Canguçu)
2º lugar: JULUMAR (Manoel do Rego)

Salto em Distância:
Masculino:
1º lugar: Marcelo Wolter (Potreiro Grande) - saltou 5m08cm
2º lugar: William Grutzmann (JULUSP - Capão Bonito) - saltou 4m96cm
Feminino:
1º lugar: Bianca Ramsonn (JULUCA - Canguçu) - saltou 3m20cm
2º lugar: Veridiane Schwartz (JELSP - Canguçu Velho) - saltou 3m04cm

Salto em Altura:
Masculino:
1º lugar: Henrique Porto - Piratini
2º lugar: Athos Muller - Pantanoso
Feminino:
1º lugar: Lirian Neitzke - Florida III
2º lugar: Sara Blank - JULUCA (Canguçu)

Corrida 100m:
Masculino:
1º lugar: Henrique Porto - Piratini
2º lugar: Lucas Tuchtenhagen - JULUCA (Canguçu)
Feminino:
1º lugar: Bianca Ramsonn - JULUCA (Canguçu)
2º lugar: Fabiane Volter - Potreiro Grande

Corrida 1000m:
Masculino:
1º lugar: Danilo Ramm Priebe - Florida I
2º lugar: Leandro Priebe - JELSP (Canguçu Velho)
Feminino:
1º lugar: Lírian Neitzke - Florida III
2º lugar: Veridiane Schwartz - JELSP (Canguçu Velho)

Knips:
Masculino:
1º lugar: JULUSOL (Solidez)
2º lugar: JULUSP (Capão Bonito)
Feminino:
1º lugar: JULUSOL (Solidez)
2º lugar: JELSP (Canguçu Velho)

Volei:
1º lugar: Piratini
2º lugar: Potreiro Grande

Futsal:

Troféu Disciplina
Masculino: JULUSP (Capão Bonito)
Feminino: JULUSP (Capão Bonito)

Goleador(a)
Masculino: Tiago Mulling (Potreiro Grande) - 6 gols
Feminino: Marlise (Solidez)

Goleiro(a) menos vazado(a)
Masculino: Jones (Potreiro Grande) - 1 gol em três jogos
Feminino: Nara Soares (JULUSOL - Solidez)

Campeões
Masculino:
1º lugar: Estância da Figueira
2º lugar: JULUSOL (Solidez)
Feminino:
1º lugar: JULUSOL (Solidez)
2º lugar: Piratini
JULUSOL: Campeãs do Futsal feminino
Estância da Figueira: Campeões do Futsal Masculino

Parabéns aos vencedores!!!

Há semanas atrás vinhamos pedindo muito a colaboração de todos para que pudéssemos nos organizar da melhor forma para a nossa Olimpíada, agora é a hora de agradecer, então a Diretoria agradece a todos que estiveram presentes neste último final de semana em Solidez na Olimpíada Esportiva, agradecemos aos jovens que jogaram, e também aqueles que nos ajudaram nos dois dias, um agradecimento aos juízes André e Mauro que estiveram junto conosco todo o domingo apitando os jogos e a Laís Wachholz e o Alex Blank. que também ajudaram no decorrer dos jogos. Pedimos desculpas pelos imprevistos, ou algo que possam não ter gostado e estamos aceitando sugestões para melhorarmos cada vez mais nossos eventos. Até a próxima, fiquem com Deus !

Você confere o álbum completo de fotos da XLII Olimpíada Esportiva aqui, e o vídeo do encerramento da Olimpíada Esportiva com o cantar do Juventude Luterana aqui!

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Mensagem - O Cristo que nos (re)veste!

Leia em sua Bíblia: Mateus 22.1-14

O texto acima indicado para leitura possui algumas coisas a nos comunicar. E estas coisas são simples, porém, não simplistas.
Jesus conta esta parábola para ilustrar o que disse um pouco antes em uma discussão com os principais sacerdotes e fariseus sobre a “rejeição daquela pedra que veio a ser, a pedra angular”, e também sobre “o Reino dos céus que lhes seria tirado e entregue a outro povo” justamente porque rejeitaram aquela pedra que veio a ser a pedra angular.
Tendo em vista este texto como uma ilustração feita por Jesus, já podemos concluir uma coisa quanto à retórica do nosso Senhor: de fato, ela é simplesmente Divina! De uma maneira incrível, a parábola contada por Jesus sobre o rei que teve o seu convite rejeitado duas vezes, e ainda tendo por mortos os seus servos, ilustra perfeitamente o que vinha acontecendo entre Deus e o seu povo desde o Antigo Testamento.           
Deus chama o seu povo e o convida por meio dos seus profetas para estar por perto, em comunhão com Ele; no entanto, o povo não somente rejeita os servos e profetas enviados por Deus, como também rejeita o próprio Deus, e o ato de rejeitar o próprio Deus teve como consequência a condenação e o exílio.
Essa rejeição da parte do povo para com Deus faz com que Deus vá além; porém, Deus não vai além condenando o seu povo e nem aqueles que deveriam ser abençoados por Deus, por meio do povo escolhido.     Deus vai além para resgatar, e trazer de volta. Na pessoa do próprio Jesus, Deus vai além das fronteiras de Israel, em busca de ovelhas perdidas em outros pastos, nas encruzilhadas dos caminhos, e ainda com o mesmo convite aberto a todos: Vinde! Porque tudo está preparado!
Estes de fora – das encruzilhadas e caminhos – não rejeitaram, mas sim, aceitaram o convite do rei do qual fala o nosso texto; no entanto, aqui os papeis parecem se inverter. Agora alguém que aceitou o convite para o banquete foi rejeitado pelo rei e anfitrião do banquete porque não estava vestido adequadamente. Mas como assim? Por causa de uma simples roupa? Por acaso seria um terno ou smoking, ou ainda uma túnica da grife mais respeitada da época?
Usando o termo do nosso texto: que veste seria esta cuja ausência tem como consequência a rejeição da parte do rei? Talvez o apóstolo Paulo possa nos ajudar nesta situação.
Na sua carta aos Gálatas, Paulo parece nos dar uma dica sobre esta veste. Uma veste digna da realeza, mas, que não parece ser dos armários e grifes deste mundo. Ele escreve: porque todos quantos fostes batizados em Cristo, de Cristo vos revestistes (Gl 3.27).

Ser batizado em Cristo é ser e estar vestido e revestido do próprio Cristo. No Santo Batismo, recebemos a fé mediante a qual o próprio Deus nos atribui os méritos e a justiça de Jesus que nos envolve e nos veste de nossa nudez. Com sua obra redentora, Jesus muda a nossa justiça, de trapos de imundícia, para o mais fino linho de justiça, de modo que, vestidos desta forma não seremos rejeitados por Deus, mas aceitos por causa do Cristo que nos reveste. A veste, ou a justiça que nos reveste não é outra coisa, senão o próprio Cristo; justiça que nos garante um lugar a mesa junto com Abraão, Isaque e Jacó no banquete eterno do Reino Celestial. Amém!
Nikolas Schellin Wille
Teologando da ULBRA e do Seminário Concórdia

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Mensagem - A Confissão de Tomé!

Leia em sua Bíblia: João 20.26-31

Certamente vocês já devem ter escutado alguém dizer a seguinte frase:

— Eu sou igual a Tomé, só acredito vendo!

Esse texto de João nos fala desse Tomé que, para crer que Cristo havia ressuscitado e que foi visto pelos discípulos, impõe algumas condições.

Tomé não se deu conta de que havia acontecido o maior evento da história da humanidade e da fé cristã! A Páscoa.

Vemos que a partir da ressurreição de Jesus, no primeiro dia da semana, começa a ser estabelecido o domingo. Não é dito que os discípulos não se reuniam em outros dias. Mas esse primeiro domingo após a Páscoa se destaca como uma reunião especial dos discípulos.

E novamente, assim como havia feito na semana anterior, Jesus aparece aos seus discípulos. Mais uma vez Ele lhes anuncia paz e salvação, e desta vez também anuncia a Tomé.

Em seguida, Jesus se volta especialmente para esse discípulo e diz a ele: “Põe aqui o dedo e vê as minhas mãos; coloca a mão também aqui no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente”.

Como em todas às vezes e também agora, Jesus visa o indivíduo na sua situação especial. Tomé não é reprimido por Jesus. Ele é atingido pelo Seu amor sério, que deseja levar esse discípulo da aflição da incerteza e da dúvida para a fé viva.

Jesus permite que Tomé faça exatamente o que ele havia colocado como condição para crer na sua ressurreição. E Cristo pede somente uma coisa a Tomé e o mesmo também serve para cada um de nós: "Não sejas incrédulo, mas crente".

Tomé é o verdadeiro representante da humanidade que muitas vezes também gostaria de ver para crer! Somos todos vistos, ouvidos e conhecidos por Jesus, e isso inclui as nossas dúvidas e questionamentos, inclusive quando pensamos que Deus está tão distante de nós.

Na perspectiva do Novo Testamento, a incredulidade não é mera ausência de fé, mas sim a rejeição consciente da fé, ou seja, é uma ação ativa do ser humano.

Tome é testemunha da maior certeza que podemos ter na nossa vida. A sua confissão, embora muito curta, é muito profunda e completa. Em poucas palavras ela responde adequadamente a pergunta: "Quem é Jesus?" quando diz: "Meu Senhor e meu Deus". A confissão de Tomé é uma confissão modelo que não é dirigida a um Deus distante que fica afastado lá em cima no céu, mas é dirigida a um homem de carne e osso que está presente diante dele, e que pode ser apalpado.

Diante da situação, Jesus tem uma palavra conclusiva para Tomé: “Porque me viste, creste”. Não é necessariamente uma acusação. Mesmo que Tomé tenha chegado à fé sem precisar tocar, ainda assim teve a necessidade de ver Jesus antes que pudesse crer. Mas não podemos nos esquecer de que os outros discípulos também tiveram o privilégio de ver o Cristo ressurreto e as suas chagas.

Jesus ainda acrescenta uma palavra muito decisiva: “Bem-aventurados os que não viram e creram”.

Essa afirmação não anula o fato de que a proclamação fundamental e válida para todos os tempos ainda assim precisou de testemunhas oculares. O testemunho apostólico enfatiza incessantemente o encontro visível e físico com o Cristo ressuscitado que foi concedido aos apóstolos para serem testemunhas da sua ressurreição de uma forma especial. Contudo, não deixa de ser um milagre de cunho extraordinário que pessoas creiam com certeza completa em Jesus mesmo sem o terem visto depois de ressuscitado assim como os apóstolos. Por isso, Jesus declara esses crentes especialmente de bem-aventurados.

Como podemos ver bem-aventurado é todo aquele que, assim como Tomé, confessa Jesus Cristo como seu Senhor e seu Deus. Ao incluir estas palavras de Jesus no relado da ressurreição, o evangelista convida a todos os leitores que se unam na confissão de Jesus Cristo como seu Senhor e seu Deus, para que eles também possam receber a bem-aventurança do Senhor, pois esta é a natureza da fé salvadora que se apega a Cristo, o nosso Salvador, e se apropria de sua redenção com confiança certa e alegre.

Onde há essa fé e essa confiança, há salvação, e os nossos pecados não podem nos prejudicar.

Amém.

Márcio Santos de Leão
Teologando da ULBRA e do Seminário Concórdia