sexta-feira, 8 de maio de 2015

Mensagem - Cantai!

Leia em sua Bíblia: Salmo 98

Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque ele tem feito maravilhas. (Salmo 98.1)

A Escritura Sagrada frequentemente fala do "Deus Vivo"; mas ela fala também muito do Deus que faz maravilhas. O Deus Vivo e o Deus que faz maravilhas são o mesmo Deus. Não existe outro. É precisamente o fato de que Ele faz maravilhas que prova que Deus está vivo. – Mas ainda hoje há maravilhas ou milagres? Muitos tentam provar que os milagres estão absolutamente ausentes do mundo. Tais pessoas não podem acreditar em Deus. Aquele que crê em Deus deve também ser capaz de crer que Ele pode fazer maravilhas. – Outros acreditam que os milagres foram condicionados ao tempo. Hoje não há mais milagres. – O fato é que com os milagres há uma divisão na humanidade sobre como cada um vê o mundo. Quem exclui o milagre de sua fé não tem mais a fé viva, porque não tem mais o Deus vivo. Milagres e fé andam juntos. Eles pertencem um ao outro, assim como Deus e milagres são indissociáveis. Só Deus pode fazer milagres. E milagres podem ser experimentados sempre de novo somente pela fé.

Bem-aventurado o homem a quem Deus concedeu um olhar para reconhecer milagres em sua vida e no mundo! Não é um milagre que até hoje ainda tenhamos acordado todas as manhãs? Não é um milagre que Deus ainda não tenha permitido que a humanidade e o mundo perecessem? Cada folha na natureza não é um milagre? E o magnífico céu estrelado não é o milagre dos milagres?

Mas a fé leva a ver ainda mais fundo: o maior dos milagres, que, no entanto, só pode ser visto pela fé, de fato é esse: que o Deus vivo, que faz maravilhas, ao mesmo tempo é o Deus misericordioso; que o Deus que por sua santidade e justiça deveria condenar o pecado e o pecador, contudo assim amou os pecadores, que deu seu próprio Filho à morte. Milagre, inconcebível para as mentes mais perspicazes e, não obstante, real é o de que esse Deus de fato declara como sendo justos os que são ímpios. Milagre, negado por muitos, mas, não obstante verdadeiro, é o de que Aquele, que a morte e o diabo acreditavam estar permanentemente preso em uma sepultura, é o mesmo que venceu a sepultura e a morte. Milagre, ansiosamente desejado e que está a nos esperar, é o de que, através da morte do Filho de Deus, a  nossa morte é dormir e a nossa sepultura é a porta para a vida eterna.

E porque isto é assim, porque cremos nisto, é que podemos dizer com o Salmista: Cantai! Cantai ao SENHOR um cântico novo, porque Ele tem feito maravilhas! Já não se pode deixar de: Quando Deus, o Senhor, faz maravilhas, o homem pegar a sua harpa e cantar, cantar a Deus, que está vivo. É por isso que uma grande quantidade de canções perpassa a Bíblia. Desde a canção que Moisés cantou ao seu Deus (Ex 15.1-19), passando pela canção que Paulo e Silas cantavam naquela noite na cadeia (At 16.25), até a estrondosa canção dos redimidos diante do trono do Cordeiro (Ap 5.8-14).

Além disso, não devemos permanecer em silêncio. Por isso, o Salmo 98 nos motiva: Cantai! Todos os confins da terra, com milhares de vozes, unam-se a centenas de trombetas, para cantar uma canção ao Deus vivo, precisamente porque ele faz maravilhas. Por que não deveríamos nós também cantar?

Cantai! Isto nos convida a uma vez esquecer toda a escuridão e a urgência, toda a tristeza e o pecado, toda a miséria e a morte, e olhar para o Senhor – pois Ele faz maravilhas. – Oh, toma, Senhor, da terra este pobre louvor; desejo aqui cantar teu grande e divinal amor. Nos céus, porém, Senhor, quando estiver com os teus anjos, melhor espero te louvar, com milhares de Aleluias! Amém.

Hans Rottmann in Weggeleit zur Ewigkeit (Casa Publicadora Concórdia, Porto Alegre, 1957. Pag. 194-5)
Trad. e Adapt.: Charles S. V. Ledebuhr

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Mensagem - O Espírito de Deus nos revela Jesus Cristo

Leia em sua Bíblia: 1 João 4.1-6

O Espírito de Deus nos revela Jesus Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro Homem, nosso Salvador! Ainda bem que ele revela, porque senão o mundo não iria conhecê-lo.

Certa vez, uma amiga me perguntou no que acreditavam os espíritas. Comentei rapidamente algumas características que eu conhecia e indaguei o motivo daquela pergunta. “É que eu tenho uma amiga na escola que é espírita”, ela respondeu “e ela me disse que eles também acreditam no mesmo que nós acreditamos, que também acreditam em Jesus Cristo”.

De fato, muitas são as religiões que falam de Jesus, portanto todas são cristãs, certo? Errado! No versículo 2, o apóstolo João nos diz que “todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus”. Essa amiga espírita decerto não teria problemas em aceitar que Jesus veio em carne, mas ela aceitaria que ele é o Cristo no sentido em que a Escritura entende o ser Cristo? Os judeus, que não aceitaram Jesus como Cristo, sabiam muito bem o que significava ser o Cristo. Em Mt 26.63, quando Jesus, preso, está diante do Sumo Sacerdote, este lhe pergunta: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus?”. Ser o Cristo, significa ser o Filho de Deus, ser Deus. E isso um espírita não vai aceitar. E não são só os espíritas. No mundo de hoje, encontrar alguém que creia que Jesus Cristo é Deus está cada vez mais difícil.

            Curiosamente, o problema que o apóstolo João enfrentava quando escreveu essa carta era justamente o contrário. As pessoas não tinham problema nenhum de aceitar que Jesus era Deus, o que alguns negavam é que ele também fosse um ser humano, isso por causa de uma crença, muito comum nessa época, de que o espírito é bom e a matéria é má. Deus sendo bom não poderia ser matéria. Jesus sendo Deus não poderia ser de carne.

Nenhuma dessas duas posições pode ser considerada cristã, pois não confessa o Cristo que veio em carne e, portanto, como diz o apóstolo no versículo 3, “não procede de Deus”. Pois se ele não for tanto o Cristo, o Filho de Deus, como Homem, vindo em carne, ele não pode ser o nosso Salvador. Para ser o nosso Salvador ele não poderia ser somente homem, pois, depois da queda, nenhum homem é capaz de cumprir toda a exigência da Lei de Deus a menos que seja Deus. E ele não poderia ser somente Deus, pois assim ele não poderia ser o nosso substituto. Ele precisava ser um ser humano para cumprir a Lei no lugar de todos os seres humanos e também receber o castigo de Deus em lugar de todos os seres humanos pelo seu não cumprimento da Lei.

Mas não nos deve impressionar o fato de que o mundo não entenda nem acredite que Jesus é tanto Deus quanto Homem. O próprio apóstolo João diz no versículo 5: “Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”. O ser humano, do jeito que ele naturalmente é, só consegue entender as coisas do mundo, que lhe são racionais. O que é Deus é Deus e o que é homem é homem. O que é espírito é espírito e o que é carne é carne. Não pode ser ambas as coisas ao mesmo tempo. Ou é uma coisa ou é a outra. É o que o ser humano consegue racionalmente compreender, é a única conclusão a que ele pode naturalmente chegar. A menos que o próprio Espírito de Deus intervenha e o convença, como o apóstolo ressalta no versículo 4: “Vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas”, ou seja, aqueles que não criam nesse Jesus Cristo Deus e Homem e ensinavam um Jesus diferente, “porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo”.


O fato é que Jesus Cristo é Deus e Homem e mesmo num mundo que por si só é incapaz de conceber a ideia desse Jesus, o Espírito de Deus age em nós criando e mantendo a fé salvadora no Jesus Cristo Deus que se tornou homem para cumprir a Lei e ser condenado em nosso lugar e ser assim o nosso Salvador. Graças a Deus!

Charles Samuel Voigt Ledebuhr
Teologando da ULBRA e do Seminário Concórdia

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Mensagem - O amor gracioso de Deus

No centro da mensagem bíblica estão as boas novas de que Deus é um Deus de amor gracioso. Os deuses da filosofia são seres supremos que ficam revestidos em impressionante sigilo. Alguma verdade a respeito deles pode ser descoberta apenas por alguns poucos grandes pensadores que penetram nos segredos dos céus, mas para o resto da humanidade eles são entidades desconhecidas. O Deus bíblico não é um Deus que espera que os seres humanos o descubram. Pelo contrário, Ele toma a iniciativa e busca seu povo. Ele escolhe o povo de Israel para que através dele Ele pudesse se aproximar de todos os povos. Antes mesmo de nós pensarmos em buscar a Deus, Ele estava nos buscando. Jesus disse a seus discípulos: “Não foram vocês que me escolheram; pelo contrário, fui eu que os escolhi...” (João 15.16). Essas palavras podem ser usadas para resumir o relacionamento entre Deus e seu povo ao longo de toda a Bíblia.

O amor gracioso de Deus significa que Deus nos busca, mas isso também significa que Deus recebe e perdoa seres humanos pecadores. A visão popular de religião constantemente retrata Deus como o grande juiz no céu. Seu computador celestial mantém um registro diário de todas as ações boas e más. Quando o momento do julgamento vier, aqueles cuja contagem de ações boas superar sua contagem de ações más será aceito e recompensado por Deus. Mas aqueles cujas ações más superarem as boas serão lançados na punição. O Deus bíblico, no entanto, quebra radicalmente essa imagem popular. Ele não aceita somente pessoas boas, mas Ele busca os pecadores e os excluídos. Ele é o Deus que deseja antes salvar do que destruir ou punir.

O amor gracioso de Deus surge claramente nos textos indicados como referência para esta mensagem. Jacó está fugindo da justificável ira de seu irmão (Gn 28.10-17). Neste ponto de sua vida, Jacó já provou ser um vergonhoso trapaceiro que enganou seu pai idoso e roubou os direitos de filho mais velho e a bênção de seu irmão. Com o passar do tempo ele acrescentava práticas ainda mais contundentes ao seu histórico. Parece improvável que Deus escolhesse um personagem tão desagradável como Jacó para Seus propósitos. Mas o ponto desta passagem é que Deus vem até o renegado Jacó e renova com ele a aliança feita com Abraão, seu avô. A Jacó é prometido que ele é para ser aquele por meio de quem a aliança será transmitida para as gerações futuras. “Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi” (v.15). Jacó não provou ser particularmente digno de confiança, mas Deus prometeu a Jacó a sua fidedignidade.

A passagem de Romanos 5.1-11 é uma bela versão do mesmo tema. Assim como Deus veio com a promessa para o trapaceiro Jacó, do mesmo modo Paulo nos fala que Jesus veio para morrer pela humanidade pecadora. “Mas Deus nos mostrou o quanto nos ama: Cristo morreu por nós quando ainda vivíamos no pecado” (v.8). Esta é uma notícia surpreendente! Como diz Paulo, a maioria de nós não estaríamos dispostos a dar a vida por uma pessoa justa. Como nós podemos compreender alguém que tão voluntariamente deu sua vida por todos os injustos? Mas essa é a natureza do amor de Deus. Ele não nos amou na medida em que nós agimos para merecê-lo. Pelo contrário, ele nos amou em nosso pecado e nos buscou para nos livrar do nosso estado pecaminoso. E assim, como Jacó recebeu a promessa e as bênçãos de Deus apesar de seu estado pecaminoso, Paulo nos garante que em Cristo nós somos abençoados. Nós fomos reconciliados com Deus, para que possamos aceitar a paz de Deus, participar na glória de Deus e conhecer alegria. 

Extraído de: The Second Sunday in Lent in Proclamation: Aids for Interpreting the Lessons of the Church Year - Lent, William Hordern e John Otwell (adapt.).
Trad. e adapt.: Charles S. V. Ledebuhr

sexta-feira, 27 de março de 2015

Mensagem - As Três cruzes

É TEMPO DE QUARESMA !

Tempo de profunda reflexão para nós cristãos. Sim, refletir sobre acontecimentos amorosos de Deus em favor de todas as pessoas.

- Para muitos acontecimentos de desgraça completa.

- Para outros muitos vitória completa e perfeita !

Conhecemos a palavra de Deus que nos fala no Evangelho de Lucas, capitulo 23, versículo 33...”Quando chegaram ao lugar chamado calvário, ali o crucificaram, bem como aos malfeitores; um à direita e outro à esquerda.”

Quadros de Cristo e Tiradentes apresentam muita semelhança. Suas vidas e suas mortes, contudo, são muito diversas. Tiradentes, que comemoramos no Brasil inteiro através de um feriado nacional e programas cívicos especiais, lutou por um ideal e morreu sem conseguir seus nobres objetivos. Cristo viveu para reconciliar os homens com Deus e morreu para que a sua obra se completasse. Vale muito mais meditarmos na morte de Jesus no que da de Tiradentes.

Três homens foram crucificados no calvário: Um, que ofereceu a salvação; um, que recebeu a salvação e um que rejeitou a salvação.

Na cruz do centro estava suspenso o Autor da vida e Salvador de todos os homens. Todos os pecados de todos os homens o pregaram à cruz: os nossos pecados, os teus, os meus. Ele sofreu a morte em nosso lugar e em obediência à vontade do Pai.

Os dois malfeitores crucificados com Jesus representam as duas classes em que se divide a humanidade diante de Cristo. Ambos sofriam o castigo pelos seus crimes. Jesus derramou seu sangue remidor pelos dois. Um dos criminosos não aceitou a remissão. O outro arrependeu-se de suas maldades e, pela sua fé no sangue purificador de Cristo, encontrou a Salvação.

Um dia Jesus Cristo vai julgar toda a humanidade, que terá que comparecer toda perante ele. Ele dividirá todos os homens em dois grandes grupos. Todos os que não aceitaram a salvação obtida por Cristo e preferiram seguir seus próprios caminhos, se juntarão ao malfeitor impenitente, recebendo a condenação como castigo de sua incredubilidade. Os cristãos, isto é, os que pela fé aceitaram a Cristo como seu Salvador, serão recebidos, com o malfeitor arrependido, nas mansões celestiais.

De que lado de Jesus estaremos nós ? Olhemos para Cristo com fé. Entreguemos a ele os nossos corações. Dediquemos a ele as nossas vidas. Tenhamos a certeza de que o nosso lugar está reservado na vida e glória eternas.


Oremos: Cristo, autor de minha vida e da morte vencedor, que por ânsias sem medida, por incomparável  dor, minha morte aniquilaste e minha alma resgataste, grato sou por tanto amor, meu bendito Redentor.
Duramente flagelado, mitigaste a minha dor; falsamente incriminado, foste meu libertador, para eu reconfortado, foste, à cruz desamparado: grato sou por tanto amor, meu bendito Redentor.
Devo agradecer-te tanto, ò Jesus tamanha dor, chagas, agonia, pranto, penas e mortal horror. Vivo e morro consolado, por teu sangue perdoado. Grato sou por tanto amor, meu bendito Redentor.
Ainda com alegria dizemos: Morte cruel sem culpa sofreu, mas no terceiro dia a venceu. Graças te damos nosso Senhor, pois revelaste a nós teu amor. Glórias cantemos ao nosso bom Deus, salva da morte e pecados os seus, culpa abolida aleluia, cristo dá  vida aleluia.
Com alegria a Cristo servi, sempre confiantes a ele segui; a todo aquele que nele crer em sua glória o quer receber. Glórias cantemos ao nosso bom Deus, salva da morte e pecados os seus, culpa abolida aleluia, cristo dá  vida aleluia! Amém.

Devocionário Pare, Medite, Viva / Mensagem: As três cruzes/ Adaptada por Lauro Wille
Devocional de abertura do XLIII Congresso do DICANPI (21 de março de 2015)

Veja o que rolou no XLIII Congresso do DICANPI

"Não morrerei; antes, viverei e contarei as obras do SENHOR"! Foi baseado nessas palavras do Salmo 118.17, sob a temática "Na vida a partir da Graça de Deus" que o DICANPI realizou seu XLIII Congresso distrital nos dias 21 e 22 de março.
Foto Oficial do XLIII Congresso DICANPI

Jovens apresentam atividade baseada na parábola do
Semeador, na noite de sábado
O congresso teve início na tarde do sábado com devocional a cargo do departamento de cultura do DICANPI e a chamada que registrou a presença das uniões juvenis de Capão Bonito (13 jovens), Faxinal (3 jovens), Potreiro Grande (2 jovens), Manoel do Rego (5 jovens), Três Pontes (6 jovens), Florida 3 (5 jovens), Solidez (9 jovens), Pantanoso (6 jovens), Canguçu Velho (10 jovens) e Canguçu (14 jovens), além de 4 pastores e 1 visitante, num total de 77. Ao longo de todo Congresso, ainda foram registradas inscrições de jovens também das uniões juvenis de Florida 1, Paz do Iguatemi, Herval e Estância da Figueira, sendo registrada a presença de 14 uniões juvenis e 158 inscrições ao longo do Congresso!

Jovens cantam durante apresentação de atividade baseada na
parábola do Trigo e do Joio, na noite de sábado
Seguiram-se as oficinas sobre a vida de Paulo, muito bem conduzidas pelos pastores Francis Dietrich Hoffmann e Celso Valmir Grams. Foi baseado nessas oficinas e também nas leituras indicadas no livro de Atos, divulgado com antecedência, que se realizou o Teste de Eficiência na tarde do domingo.

Após as oficinas, os jovens presentes foram divididos em 5 grupos e desafiados e criar de improviso uma apresentação (musical ou teatral) baseado em um texto bíblico aleatório sorteado por cada grupo. A apresentação resultante dessa atividade foi apresentada na parte da noite.

Jovens cantam durante apresentação de atividade baseada na
história do Sacrifício de Isaque, na noite de sábado
Mas antes da apresentação da tarefa, realizou-se uma caça ao tesouro por união juvenil, da qual saiu vencedora a união juvenil local (Capão Bonito). Terminada a caça ao tesouro e a apresentação da tarefa, encerrou-se a programação de sábado do Congresso, e os jovens foram encaminhados as casas dos membros para o merecido descanso.

O reinício da programação na manhã de domingo se deu com a sessão plenária, na qual estavam para votação duas moções e a nova diretoria do DICANPI. A moção enviada pelos pastores, sugerindo redução da duração do Congresso de um dia e meio para um dia foi aprovada por 13 votos a 10, sendo que o Congresso do ano que vem terá apenas um dia de duração, somente ao longo do domingo. A moção enviada pela JELSP, sugerindo a regulamentação de regras para a Olimpíada Esportiva não foi aceita pela comissão de moções para ir a votação, ficando a mesma como objeto de estudo pelas uniões juvenis a fim de serem tomadas decisões posteriormente. A nova diretoria do DICANPI, gestão 2015/16 foi eleita e ficou assim constituída:

Presidente: Luiza Weege (Florida 1)
Vice:Nara Beatriz Soares (Manoel do Rego)
Tesoureiro: Éverton Priebe (Florida 1)
Vice: Nairton Iwen (JELSP)
Secretária: Lírian Neitzke (Florida 3)
Vice: Kamilla Quandt (Solidez)
Departamento de Cultura: Diovana Timm (Pantanoso), Laidiner Trettin (Pantanoso) e Priscila Wille.
Departamento de Esportes: Laís Blank (JULUCA), Marcos Soares (Manoel do Rego) e Gabriel Siefert (Capão Bonito)
Conselho Fiscal: Samuel Normberg e Cátia Normberg (ambos de Solidez)
Pastores Conselheiros: Arnildo Münchow (paróquia do Faxinal) e Celso Valmir Grams (paróquia de Solidez).

Entre a sessão plenária e a palestra, a palestrante apresentou o novo caderno de estudos bíblicos, o DICANPI Forte Em Santa União 2015/16, que foi entregue aos jovens no Congresso e cuja versão digital está disponível online. Esperamos que o mesmo seja de grande proveito para as uniões juvenis.

Pastor Tiago Albrecht palestrando sobre o testemunho cristão
nas redes sociais, na manhã de domingo
Após, tivemos a palestra sobre o tema do Congresso com o Pastor Tiago Albrecht (Porto Alegre), focalizado no testemunho cristão através das redes sociais.

Na parte da tarde, foi realizado o teste de conhecimentos bíblicos sobre a história de Paulo, a cargo dos pastores conselheiros Arnildo Münchow e Clóvis Blank, sendo vencedoras as uniões juvenis JELSP (Canguçu Velho, 1º lugar) e JULUSOL (Solidez, 2º lugar), cujo desempate foi pelo critério de ordem entrega, visto ambas terem tido o mesmo número de acertos.

Jovens acompanham palestra do pastor Tiago Albrecht na
manhã de domingo
Às 16h30 foi realizado o culto de encerramento com a instalação da nova diretoria.

Ficamos muito felizes com a presença dos Jovens que estiveram presentes em nosso XLIII CONGRESSO DO DICANPI. Como disse o pastor conselheiro Arnildo Münchow, pode ser que não tenha sido o maior dos Congressos em quantidade, mas em compensação o foi em qualidade. Qualidade tanto na participação dos jovens, que aproveitaram cada proposta de atividade do Congresso, como também de qualidade de programação, que trouxe grandes oportunidades de crescimento espiritual e fortalecimento da fé, novos conhecimentos bíblicos e diversão. que aconteceu neste último final de semana da comunidade "São Paulo" de Capão Bonito. Lembramos aqui também as palavras do Palestrante: onde nós estivermos, lá somos a igreja de Cristo!

Registramos aqui um agradecimento a última gestão da Diretoria do DICANPI e desejamos as mais ricas bençãos de Deus para a Gestão 2015/2016!
Foi uma grande alegria receber a todos em nosso XLIII Congresso!


Lembramos que os próximos eventos do DICANPI são os seguintes:

07/06/2015 - V Domingo da JELB, na C.E.L. Triunfo (evento interdistrital DICANPI/LOURENPEL, a cargo do LOURENPEL)
02/08/2015 - XLIII Olimpíada Cultural DICANPI, na C.E.L. São João do Herval
28 e 29/11/2015 - XLIII Olimpíada Esportiva DICANPIi, na C.E.L. Farroupilha de Piratini

Esperamos todos em nossos próximos encontros! Fiquem com Deus!

segunda-feira, 16 de março de 2015

XLIII Congresso do DICANPI

Neste final de semana, dias 21 e 22 de março, o DICANPI realiza o seu XLIII Congresso distrital que se realizará na C.E.L. São Paulo de Capão Bonito com o tema: "Na vida a partir da graça de Deus", com destaque para a passagem bíblica do Salmo 118.17: “Não morrerei; antes, viverei e cantarei as obras do Senhor, que será o lema do evento.

PROGRAMAÇÃO:

 A programação será conforme o esquema a seguir:

Sábado

14:00 – Inscrições;
14:30 – Devocional de abertura;
15:00 – Oficinas sobre o teste de conhecimentos Bíblicos;
16:30 – Tarefas por Paróquia; 
17:00 – Lanche;
18:30 – Início das apresentações das tarefas;
20:00 – Ida a casa dos membros;

Domingo : 
08:30 – Plenária para a eleição da nova diretoria gestão 2015/2016;
10:00 – Palestra com o Pastor Tiago Albrecht de Porto Alegre;
12:00 – Almoço; 
14:00 – Teste de conhecimentos Bíblicos sobre a história de Paulo;
15:30 - Momento Livre;
17:00 – Culto com a instalação da nova diretoria.


O valor da inscrição será de R$ 22,00, que incluirá um almoço e dois lanches com refrigerante.

TESTE DE CONHECIMENTOS BÍBLICOS

O teste de conhecimentos bíblicos, previsto para acontecer na tarde de domingo (às 14h) será sobre a vida de Paulo. As juventudes poderão basear seu estudo no livro de Atos e frisarem algumas partes fundamentais encontradas em tais capítulos: 8.1-3, 9.1-31, 13, 21 e 22.

ELEIÇÃO DA NOVA DIRETORIA GESTÃO 2015/16

Segue a lista de indicações para a eleição da nova diretoria:


PRESIDENTE: 
Luiza Behling (Florida I)

VICE- PRESIDENTE: 
Nara Beatriz Soares (Manoel do Rego)
Luiza Behling (Florida I)
Éverton Pribe ( Florida I)
Athos Müller (Pantanoso)
Alex Blank (JULUCA)

TESOUREIRO: 
Éverton Pribe (Florida I)

VICE-TESOUREIRO: 
Nairton Hartwig Iwen (JELSP)
Éverton Pribe (Florida I)
Juliano Timm – (FAXINAL)
Dionatas Bunde ( JELSP)
Lucas Helbig - (JULUCA)

SECRETÁRIO (a): 
Lirian Neitzke - (Florida 3)
Fernanda Iwen - (Três Pontes)

VICE-SECRETÁRIA: 
Kamilla Quandt (JULUSOL)
Fernanda Iwen - ( Três Pontes)
Veridiana Neitzke - (Três Pontes)

DEPARTAMENTO CULTURAL: 
Diovana Timm (Pantanoso)
Priscila Wille
Nara Beatriz Soares (Manoel do Rego)
Sabrina Fahl (JELSP)
Andréia Quandt (Capão Bonito)
Laidner Trettin (Pantanoso)

DEPARTAMENTO ESPORTIVO: 
Renato Neitzke - (Potreiro Grande)
Samuel Reichow (Três Pontes)
Athos Müller (Pantanoso)
Danilo Pribe (Florida 1)
Laís Blank- (JULUCA)
Marcos Soares – (Manoel do Rego)
Diego Noremberg (Lagoa dos Pereiras)
Maurício Hobuss - (JELSP)
Gabriel Siefert ( JULUSP)

CONSELHO FISCAL: 
Éberton Noremberg ( Ebenézer)
Samuel Noremberg (JULUSOL)
Cátia Noremberg (JULUSOL)
Kamilla Quandt – (JULUSOL)
Charles Quandt - JULUSP
Ándre Mülling –JULUSP
Diego Noremberg (Lagoa dos Pereiras)

Todos devem estar cientes de que cada união juvenil tem o direito a ser representado por até dois delegados com direito a voto para a eleição da nova diretoria.

Pedimos a todos os jovens que orem pelo nosso evento e também por esta nova diretoria que será instalada, pois são peças fundamentais e necessárias, para o bom andamento dos eventos e atividades do nosso distrito. 

Esperamos ansiosamente, a todos os jovens do DICANPI para juntos rendermos graças a Deus e cantar as suas maravilhosas obras.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Reflexão - Como observaremos a Quaresma hoje?

Tradicionalmente, a Quaresma tem sido um período de intensa atividade em nossas igrejas. Em muitos casos, esse é o único período do ano durante o qual cultos no meio da semana recebem um número significativo de pessoas. Projetos de oferta especiais frequentemente fazem desse um período crucial para o bem-estar econômico da congregação. Os cristãos o tem visto como um período de autodisciplina e negação, de autoexame de seu coração e arrependimento. Mas em anos recentes nós temos tido uma série de dúvidas a respeito da tradicional observância da Quaresma.
A Quaresma tradicional era um período de solenidade e tristeza que enfatizava um estado de espírito de pano de saco e cinza. A festa de Carnaval realizada no dia imediatamente anterior ao que dá início a essa época do ano é justamente porque não haveria oportunidade para alegria ou diversão durante os dias sombrios da Quaresma. Mas em anos recentes passamos a apreciar o lugar do júbilo e da celebração na fé cristã. E esse entendimento vai contra aquele que faz da Quaresma um festival da melancolia.

Os auto sacrifícios com que a Quaresma já foi observada, muitas vezes parecem hipócritas e legalistas nos dias de hoje. Os cristãos solenemente decidiram dar-se algum prazer de viver nestas seis semanas de Quaresma. De fato, a autonegação muitas vezes era boa para a saúde ou bem-estar geral da pessoa e, consequentemente, em nenhum sentido um real sacrifício. Mas em nosso mundo de fome e necessidades, é difícil achar justo que nós, por apenas algumas poucas semanas no ano, cortemos a satisfação que provém da nossa riqueza. O problema básico com os tradicionais “sacrifícios” da Quaresma era que demasiadas vezes eles eram destinados a reforçar a espiritualidade da pessoa ao fazer o sacrifício. As autonegações da Quaresma demasiadas vezes inspiravam as pessoas a olhar mais para si mesmas do que olhar para seus vizinhos.

Nessa busca de como os cristãos poderiam observar a Quaresma hoje, alguns apontamentos são significantes. Os nossos pensamentos não precisam dirigir-se para a nossa vida e condição espiritual interiores, mas antes se concentrar naquilo que Deus fez e está fazendo. De uma maneira ou de outra, nessa época os nossos pensamentos poderiam melhor dirigir-se em direção à aliança que Deus fez com o Seu povo. A palavra “testamento” significa aliança, e não é por acidente que a nossa Bíblia está dividida em Antiga e Nova Alianças. O Deus que encontramos na Bíblia não se contentou em assentar-se no céu e esperar que os seres humanos se voltassem para ele. Pelo contrário, Deus tomou a iniciativa de buscar todas as pessoas. Ele firmou uma aliança com Abraão e seus descendentes a fim de que através dele fossem abençoados todos os povos da terra (Gn 12.1-3).

Uma aliança implica num comprometimento de duas partes em comum acordo. A aliança mais largamente observada nas relações humanas é a aliança matrimonial e, assim, nós encontramos sempre de novo na Bíblia o relacionamento de Deus com Seu povo comparado com o relacionamento de marido e mulher. A história da aliança de Deus com Seu povo é a história da fidelidade de Deus à aliança e da infidelidade do povo. Repetidamente, Deus renova Sua aliança, perdoando Seu povo e começando de novo. Isso ocorreu da forma mais decisiva na vinda do Filho de Deus para inaugurar a nova aliança que havia sido prometida.

Concentrados na aliança, a nossa atenção estará direcionada para Deus e Sua ação. Dessa forma, perceberemos que a Quaresma é corretamente observada não através de um intenso autoexame, mas através de um levantar os nossos olhos para Deus. Concentrados em Deus somos puxados para fora de nós mesmos e preenchidos com o desejo de servir a Deus que fielmente guardou Sua aliança conosco.

É a natureza humana que supõe que nós temos que nos arrepender, reformar nossas vidas e fazer boas obras a fim de que Deus nos perdoe, nos ame e nos aceite. O resultado final é que o que quer que nós façamos, nós estaremos sempre de olhos nos nossos próprios interesses ao fazer isso. Quando a Quaresma é observada nesse espírito nós realizamos vários atos de piedade e autonegação a fim de podermos elevar o nosso status perante Deus. Mas quando a nossa atenção é voltada para a aliança de Deus, nós descobrimos que antes mesmo de termos nos arrependido ou realizado boas ações, Deus já tinha nos perdoado, nos amado e nos aceitado. Como resultado, nós não nos arrependemos e servimos a Deus a fim de ganhar o Seu favor, mas antes para expressar o nosso amor e gratidão a Deus pelo fato de já termos recebido o Seu favor. A Quaresma observada sob a luz da mensagem da aliança, portanto, nos puxa para fora de nós mesmos e direciona nossa atenção para os atos de Deus e, através deles, para nossos vizinhos, os quais Deus também ama.

Fonte: Introduction in Proclamation: Aids for Interpreting the Lessons of the Church Year - Lent, William Hordern e John Otwell. Tradução: Charles S. V. Ledebuhr